CONQUISTA DA INDECÊNCIA

abril 7, 2011

fui fiel com os desejos para que as cores pudessem aparecer em toda sua profundidade reveladora, minha vida em trânsito, útero ao pó, inclemente, implacável, sinuosa, oferece seus atrativos : amor, desilusão, crepúsculos, perdas, conquistas, pedras

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FAMÍLIA

março 29, 2011

 

 

tomado por megalomaníaco excêntrico desajustado gênio derrotado cada qual com seu adjetivo e seu afeto recalcado preocupante sou expulso de casa em casa até chegar nesta cabine de navio onde passo os meus dias misturando o azul entediante do céu com o amarelo sonoro da bandeira de karmapa : o próprio cinema novo quis levar um papo comigo mas eu sou o grilo e temo sapatos vulcabrás


AVENTURA

março 28, 2011

  

 

 

 

 

possuído por legítimo delírio avisto entidades divinas em mulheres ordinárias produto de um binóculo desajustado meus olhos imersos numa comoção sangrenta antevêem os primeiros movimentos de um filme cujo nome ah o nome é o que nunca foi visto e jamais será, primeiros indícios da minha magnífica pretensão

 


CINEMA

março 24, 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

era um dia de sol e todos andavam em seus submarinos através das paisagens aquosas enquanto eu e meu rinoceronte sonhávamos novas formas atômicas pelo simples prazer de passar o tempo em contato com algo interessante, engraçado, inusitado, ah sim, a originalidade em sua extensão mais egoísta, nunca fui com a cara de religiosos previsíveis receituários da mesmice entediante

 


PIERROT

março 23, 2011

 

 

 

 

 

 

do que me lembro, jamais as vísceras expostas, sempre uma máscara, uma pele de escafandro, um querer ser e jamais ser, só aparência, espuma, quando raras vezes o coração tocado através da couraça, um séquito de lágrimas, dor da beleza, isto tudo, ser, dói


FALÁCIAS

março 23, 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

 

houve um tempo em que tinha certezas como daqui se chega lá, primevas lógicas glaciais eclipsadas por bandos de pinguins atônitos e curiosos, agora tudo é degelo em meu pensamento puro e hostil, enquanto ando em aloprado zigue zague


INSANIDADE

março 19, 2011

pouco sentido em objetividade, rasgo o céu em dois, cubro um pasto com deus e oro para que o acaso mantenha sua vigília de cartas errantes sobre o café da manhã dos texanos, dos texanos quero somente tunis e uma babel devidamente destruída