Nossos enganos estão revirando o cais

                à procura de navios,

                diluídos apitos insinuam um jogo

                eternamente adiado

                entre a partida

                e a chegada.

                Durante as férias : celebração, celebração.

                O convés fervilha,

                o vento coleciona sorrisos, binóculos

                e fotos. Estamos falando do eterno romance entre

                ladrão e o califa

                Chove. O céu dispara pilhas. Grupos dispersos. Tristes

                turistas. Trópicos.

               Em algum lugar do sonho, na Esplêndida Noite Solar,

               assisto, desolado, à queda do amor infinito.

               Testemunhas: estrelas e folhas.

                Quadro cruel,

                esteiras vermelhas vazias na varanda,

                panorama de cacos frios. 

                Acenar de lenços,

                sussurros no

                cais.

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