O OVO NO BANCO DOS RÉUS

  

Poucas notícias tem o dom de provocar risos. Mais raras ainda são aquelas que nos fazem gargalhar.  Notícias em geral são trágicas. Porque se propõem a espelhar um mundo igualmente trágico. Sou um sujeito que tem o senso de humor como meta constante na minha vida. Um  tipo que vasculha os veículos de comunicação atrás de algum fato engraçado.

 A primeira reação que tenho ao ver ou ouvir uma nutricionista falando é parar de comer o que estou comendo. Seja o alimento que for. Não importa. Esta gente tem um ritmo frenético de pesquisas e descobertas. Um simples ovo pode tornar-se o inimigo público número um numa semana e o celebrado herói da hiper felicidade em outra. 

O que me aborrece nestas tais dietas de nutricionistas é a forma definitiva com que se referem às suas fórmulas sempre provisórias. Agem como se o teor de todos os alimentos já tivessem sido descobertos. Tratam o assunto como um fato consumado e ponto final. “Comam isto, não comam aquilo”. Suas vozes em geral são mórbidas. Atacam direto na culpa do pecador que cometeu uma feijoada. E costumam dividir a alimentação em virtuosa e delituosa. Convenhamos : é uma tremenda chatice.  

Soma-se a isto tudo, a notória falta de senso de humor de boa parte destes profissionais. Alimentar-se tem que ser uma atividade lúdica. Aqueles que ficam se remoendo na culpa tem uma possibilidade infinitamente maior de adoecer. Ao contrário daqueles que curtem com alegria e destemor suas vidas.

Rir segue sendo o melhor remédio.

 

 

 

 

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