O DALAI QUE REENCARNOU EM ELVIS

 

Em nossas cabeças idealistas os religiosos e iluminados são todos castos. É inimaginável, por exemplo, um Dalai Lama, uma espécie de Papa Tibetano, tendo uma vida de mil prazeres eróticos com centenas de mulheres. Mas é extamente isto o que a história nos conta.

No século XV, o Quinto Dalai Lama (1617-1682) além de ter construído o Palácio Potala, em Lhassa, capital do Tibete, transferido para lá a sede política do governo tibetano até a invasão chinesa em 1959, e de ter unificado os povos budistas vizinhos como mongóis e chineses, notabilizou-se por facetas, digamos, menos convencionais.

Poeta, filósofo e historiador, O Grande Quinto Dalai Lama, como ficou conhecido Ngawang Lobzang Gyamtso, foi autor de cerca de 235 trabalhos na área de filosofia, meditação, poesia e história. Estes escritos estão reunidos no livro O Manuscrito de Ouro, onde foram registradas e reveladas sua visões profundamente místicas, a origem de seus poderes mágicos e seus conceitos teológicos.

Esta obra começou a ser escrita em 1674 e só foi concluída onze anos após a sua morte. Nela, os leitores são convidados a entrar num universo secreto onde as manipulações das forças psíquicas humanas são explicadas e desvendadas. É considerado um dos livros mais complexos, profundos e perfeitos da história do Budismo Tibetano.

Além disto, o Quinto era um exímio praticante do tantrismo e, segundo uma de suas biografias, um “pândego, libertino e notório mulherengo… “Quebrou tabus da moralidade sexual e instaurou, no front do Palácio de Potala de forma absolutamente precoce e vanguardista, o rock and roll no budismo. Até pouco tempo atrás suas canções de amor ainda eram bastante populares entre o povo tibetano. As casas de Lhassa onde ele mantinha encontros com suas amantes eram marcadas com um intrigante símbolo fálico.

Diante da censura que enfrentava por parte de seus conselheiros (e só deles, já que o povo e, principalmente as mulheres, o achavam o máximo), certo dia chamou-os no ponto mais elevado do Palácio de Potala e urinou sobre o parapeito. Segundo a lenda, sua urina teria caído em cascata através dos muitos telhados que compunham o Palácio. Quando atingiu o chão, o Super-Dalai respirou profundamente e, milagrosamente, recolheu a urina de volta. Sim! Algo nos moldes daquelas cenas de cinema que voltam para trás! E, diante do olhar abismado de seus detratores, o Quinto Dalai exclamou: “Quando vocês souberem fazer o mesmo, também saberão que a minha sexualidade é muito diferente da sexualidade vulgar!”

Isto tudo, que pode parecer um espetáculo circense, tinha como justificativa dividir o amor sexual em dois: o tântrico onde a marca registrada era (e é) a evolução dos princípios sexuais e o sexo animal bossal, que é pura manifestação das necessidades fisiológicas.

O tal quinto Dalai Lama, que chocou o clero da época, era realmente um libertino, visionário, mágico e mulherengo. Em outras palavras, o Grande Quinto convenceu seus assessores moralistas de que sua banda de rock and roll não era uma banda datada, ordinária. Dizia o band leader em suas canções eróticas: “Para mim o ato sexual /não é o mesmo que pra vocês… / Eu sou o tântrico / O que transcende a união sexual / e a transpõe para o plano cósmico!!!” O cara não era mole!

Dizem as escrituras extra-oficiais que o Grande Quinto reencarnou no século passado com o nome de Elvis Presley.

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