ALÔ?

 

É um universo caótico deslizando no Vago Oceano de dúvidas seguidas de certezas provisórias frágeis invisíveis inanimadas incrustradas em pérolas de um oceano de luz em contínuo movimento…tudo muito Vago mesmo…alô? alô?

 

Comia biscoitos a pensar no meu caráter (?) e posterior fundação de um organismo baseado numa espécie de honestidade humanitária (?) onde todos teriam direito a tiquetes e parques.

 

Onde o parque é uma verde vertigem horizontal por onde deslizam patinadoras nuas e esquiadores negros através de uma ardente manhã de sol e céu azul propício ao último vôo-exibição de uma mariposa que antes de estatelar-se sobre a relva de folhas pronuncia incontáveis provérbios em sua língua seca e muda.

 

 Calma. Ouço um ruído. Calma. Vem da Sala de Brincar. Ecos de infância. Parece. Calma. Deixa eu escutar. Um ruído quer ser som? Um carro passa. Depois outro. Outro. Agora o cão late. Aquele cão. O som quer ser música? O disco. Vermelho? No instante. No asfalto. Ouço o rolar das rolemãs. Calma. Vou ver. Deve ser.

 Gosto de tomar as manhãs em minha boca e sentí-las ainda frescas entre meus dentes e minha língua porque a manhã é período mais adequado para encontrar estrelas despedaçadas flutuando sobre o solo líquido e transparente dos lagos.

Ainda ecos dos terríveis acidentes cósmicos produzidos no interior rumoroso e impreciso da noite.

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