O PRECIPÍCIO AZULADO

janeiro 2, 2010

tenho levado meus macaquinhos para andar nas barras tórridas do inferno e fazê-los despencar para os mil olhos que ardem em suas câmeras – sim, tenho feito estrepolias dignas de um mágico amador – afora estes erros de percurso – normais – um tubo de cascolac pendurado no teto do castelo dourado

“dois ou três dias de frio no skyblue e você vai ver o quanto um queixo pode bater” – “sai da linha seu idiosta com carra de asparga!” – “tenha dó…não se bate num duende nem com um cogumelo!” – “ê pazé leva turma prá sarar” – “tao logo volta”

clamo pela volta dos deuses que nunca se foram! mergulho sub-inconsciente nos lagos de águas paradas! venta-los! venta-los!

sendo a vigésima quinta vitrine de um magazine de disfarces sobrenaturais e exposto num baralho de tarô como um duende imaginário condenado ao próprio imaginário e o trem que está passando e as cercas e as cercanias e ôôôôôôôôô e êêêêêêêêê

ô