despejart

mg21

inconsciente é a fonte determinante das imagens, homem-cabeça-de-pêssego, mostruário de nuvens elétricas distorcidas, um pé de montanha sangrando hortaliças e quando tudo tudo tudo nos remete à poesia intempestiva das noites em que os cometas singram os céus lilases a poesia renasce do desaprendizado ignorância sem essa de repetir o que já foi dito mil mil mil e uma vezes a aventura se limita a flutuar nos buracos quentes do inconsciente quando a mente pede um mentex dourado leve a vagar a prescrutar sem querer e de repente ver aquilo que é insondável um pirata com sua espada laranja mastigando entre os dentes roxos uma sereia claustrofóbica enfiada num pálido foguete metálico cujo vértice é uma tempestade de pétalas fluorescentes sim este psiconeosurrealismo às avessas tudo que pode vir dele e de nossos sonhos onde o chão é móvel e as cidades com seus céus de tapetes voadores e anjos larápios sim este bálsamo- sopro onde o fluxo jorra sangue despejart imagens como aquela em que um arco íris é visto pelos olhos de um sapo azul violeta sua língua salta para fora aassim asssim asssssim falou o tom para breton

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