LÁ LÁ LÁ

É certo que não podemos por razões quaisquer andar por aí disparando palavras, embalando os ouvidos alheios com nossos sonhos mais secretos, não, não, não convem andar por aí sem perceber as terríveis tramas em que somos envolvidos a cada minuto grão de areia durante as infindáveis falas sem fala que o olhar lança e o corpo emana através de seus invisíveis poros, não, não, ver e ver cada vez mais sem ver e depois de algum verão próspero entrar em férias definitivas e deixar o corpo estendido no topo de uma duna de areia enquanto as horas escoam leves, impensadas e, amortecidas, rolam pelas encostas até que se encontrem com o mar elá, só lá, lá, lá é que os segundos irão mergulhar na água diamantina do oceano.

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