My name is Pussy Cat

Perco meus documentos (ou eles se perdem de mim?) de cinco em cinco anos. Já estou acostumado. Estranho, a esta altura da minha vida, é não perdê-los. Pois bem, este foi o dia em que eles resolveram se desfazer de mim. E logo de manhãzinha, quando caminhava em direção à Livraria Quarta Dimensão para comprar um livro chamado “ A Doce Vida de um Ser Sem Ego”. Não sei exatamente onde se deu o desencontro ou a despedida anunciada. No começo da tarde já estava no Décimo Cartório de Certidões, a casa 1 do jogo de quem pretende tirar documentos. Contudo, as seis horas que passei sem um nome foram surpreendemente leves e iluminadas. Concluo, à noite, que o Cartório, aos nos outorgar um nome com o qual teremos que conviver durante toda as nossas vidas, acaba fazendo o papel de maternidade do ego.

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