telefone sem fio

maio 15, 2008

aos trinta, farto de tudo que é sim ou não parto em aventura cósmica atrás de um sentido que me dê a trilha para um novo e transcendente non sense e encontro dordje chang, um misterioso e cinematográfico buda extraterrestre que levou papo secreto com humano tilopa que contou tudo para naropa que por sua vez comunicou a marpa que cochichou tudo para o santo poeta milarepa que por fim permitiu que gampopa escrevesse uma ou duas linhas sobre todo o papo.

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o grilo

maio 15, 2008

 

 

intensos clamores chamavam-me em direção às antenas verdejantes ali instalado em pasto cósmico, tão distraído e consciente :

 

2grilo3

“hei, humano, quando haverá de me pisar com seu sapato vulcabrás?enquanto viaja parece um cavalheiro”. meio dia, um sol de judas sob a minha face de suores, uma claridade anti-retina, e o grilo, levando um papo. 


sentido

maio 15, 2008

omelete-_o__biggerbem que buda me avisou  que o ego é mais inteligente do que o mais inteligente dos budistas, pensei, ego, airbag da mente, logo mandei meu ego catar jaboticabas (estratagema para distraí-lo), não funcionou, fingi que eu era o paulão, ele me disse “ acha que eu sou tão estúpido quanto um carrinho de autorama?” e finalmente parti para uma estratégia radical disfarçando-me de omelete, fui logo detectado, questão de segundos, ah buda, o ego tudo vê     

 


cinema

maio 15, 2008

era um dia de sol e todos andavam em seus submarinos através das paisagens aquosas enquanto eu e meu rinoceronte sonhávamos novas formas atômicas pelo simples prazer de passar o tempo em contato com algo interessante, engraçado, inusitado, ah sim, a originalidade em sua extensão mais egoísta, nunca fui com a cara de religiosos previsíveis receituários da mesmice entediante