A IDADE MÉDIA E OS TRIBUNAIS DA VERDADE

O ser humano ordinário, o tipo comum que é encontrado em todos os cantos deste planeta e que costuma falar a mesma coisa que todos falam porque não pensa com seu cérebro, e que anda sempre em bando e adora se esconder atrás de um número frio, este ser humano, o aparentemente inofensivo, o do povo, o irradiador dos lugares comuns, o amplificador histérico das obviedades, o papagaio previsível, o intransigente defensor do senso comum, que está sempre enxergando um só lado em tudo o que acontece, que se diz tocado/abençoado pela mão de Deus mas que na verdade habita o reino da ignorância e das trevas, este ser humano, que adora criar pequenos ou grandes tribunais para manifestar o seu conservadorismo e junto com aqueles que são simpatizantes às suas idéias paralisantes propagam aos quatro cantos suas orações vazias, temerosas, claudicantes, hostis a quaisquer  idéias que não sejam aquelas mesmas que alicerçam seus mundos infelizes e engessados, este tipinho humano sempre pronto a dar um tiro de misericórdia num inocente e que nas noites clandestinas espalha sua hipocrisia em camas de puteiros mas assim que esporra naquela vagina paga levanta-se da cama e veste seu revólver, este tipo nojento que enche as ruas de uma vida desprovida de cor e que grita, espanca e mata sem a menor cerimônia e que no Natal faz discursos efusivos sobre a beleza e a luminosidade do Menino Jesus mas que em todo o resto do ano rouba, vilipendia e joga um contra o outro, e que está sempre julgando segundo aquelas leis que não resistem a um segundo de luz, este tipinho escroto que me aparece agora de uma maneira clara com seus trejeitos, suas manias de grandeza e seu complexo de eterno e vitorioso situacionista, que jamais entrou dentro da cabeça de uma formiga, para quem a a natureza é um coqueiro a mil milhas de distância, este tipo que nos quer sempre quietos e mortos, na sombra, sorvendo dinheiro, contando o tempo, este tipo, extensão insana da Idade Média, redutor do ser humano a uma espécie de besta movida a causa e efeito, que além de não voar especializou-se em cortar as asas de quem voa, que arrota alto quando está sozinho em seu  carro e no fundo odeia a humanidade e todo e qualquer sinal de vida, eu quero, sinceramente, que ele continue para sempre onde sempre esteve : na merda.

2 respostas para A IDADE MÉDIA E OS TRIBUNAIS DA VERDADE

  1. SP 40 disse:

    Texto estranho. O autor destila uma coisa negativa, paralela ao ódio, que o aproxima muito daqueles que ele critica. Assim é o ser humano.

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